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O trabalho com o Observando o Rio Jaguari começou a ser desenvolvido, em caráter experimental, no início do ano letivo de 2010, na escola municipal Alcebíades Gilli, localizada na região da Bacia das Posses, área do Conservador das Águas.
No colégio, onde a maioria dos estudantes são filhos dos proprietários que participam do Conservador, o monitoramento foi trabalhado com as turmas de quinta série.
Em 2011, a iniciativa foi direcionada aos alunos do Ensino Médio, e passou a ter como foco a comunidade e a região em que ela se insere. Também ganhou um novo parceiro, a SOS Mata Atlântica, que veio contribuir com uma metodologia mais simplificada e com o espaço virtual Rede das Águas.
Hoje, o projeto contabiliza 11 escolas, 16 professores capacitados e mais de 700 estudantes, que se dividem para analisar os 28 pontos de coleta, em áreas urbanas e rurais. As saídas acontecem quatro vezes ao ano, e nesses dias, difícil é encontrar alguém que queira ficar de fora. “A gente fica lá na sala escutando o que é, mas não sabe como acontece realmente. E fazendo, participando, é diferente. É muito melhor”, opina Cícera Edivânia, aluna do 3º ano do Ensino Médio da escola estadual Odete Valadares.
Para a professora Vânia Lambert, a empolgação pode ser traduzida em notas mais altas e alunos mais conscientes. “Com o monitoramento em campo, o aluno tem a oportunidade de pegar o material e ver o produto reagir na mão dele. Eles estão pegando a teoria e vivenciando na prática, esse é o grande diferencial.”, avalia.
Agora, o desafio que se coloca é inserir a iniciativa no currículo escolar de forma a garantir sua sustentabilidade. O que, na opinião de Dora Ribeiro, é imprescindível, diante das projeções de crescimento populacional para a cidade.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que entre 2002 a 2010, a população de Extrema cresceu 45%, e a expectativa é que de 2010 a 2020 esse crescimento atinja a marca de 55%. “A educação ambiental é muito importante para que a gente crie laços de amor dessa população migrante com o ambiente de Extrema. A gente está se preparando para atender esse povo todo que vem para cá. E se tivermos um trabalho fundamentado, forte, vamos ter condições de ter um município mais sustentável”, conclui.
Essa é a segunda parte da história. Nao deixe de conferir a primeira parte, Projeto “Observando o Rio Jaguari”, e a terceira parte, A aposta no verde!
Cadija Tissiani é jornalista da TNC em Brasília (DF)
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10% Arrecadação de fundos e programas de membros